A Defesa Psíquica em Freud, Ferenczi e Klein: Continuidades, Rupturas e Implicações clínicas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14295/idonline.v20i82.4440

Palavras-chave:

Psicanálise, Defesa Psíquica, Recalque, Trauma Psíquico, Cisão, Identificação PProjetiva

Resumo

O presente artigo examina as transformações do conceito de defesa psíquica na teoria psicanalítica, desde as formulações inaugurais de Freud até as contribuições de Sándor Ferenczi e Melanie Klein. Trata-se de ensaio teórico-conceitual baseado em revisão crítica da literatura psicanalítica clássica e contemporânea. Não se trata de um desenvolvimento linear, mas de uma série de deslocamentos teóricos provocados por impasses clínicos que o modelo anterior não conseguia resolver: do conflito intrapsíquico ao trauma de origem intersubjetiva; deste às angústias primitivas que constituem as relações de objeto. A análise parte do recalque (Verdrängung) como mecanismo nodal das psiconeuroses em Freud; percorre a clivagem traumática e a identificação com o agressor em Ferenczi; e chega à cisão e à identificação projetiva em Klein, articuladas à função de rêverie em Bion. Dois compostos clínicos fictícios, M. e R., percorrem o artigo como fio condutor. O argumento final é que a articulação dessas perspectivas oferece um quadro metapsicológico mais adequado às patologias do vazio e às organizações narcísicas e borderline do que qualquer uma delas tomada isoladamente. 

 

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Biografia do Autor

Andréa Maria de Senna Marques, Espaço Psicanalítico Latino-Americano (EPLA), Fortaleza, Brasil.

Psicóloga Clínica. Mestre em Psicologia pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR) e Formação em Psicanálise pela Escola Paulista de Psicanálise (EPP). Cofundadora do Espaço Psicanalítico Latino-Americano (EPLA), Fortaleza, Brasil e Membro da Associação Brasileira de Psicanálise de Casal e Família (ABPCF).

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Publicado

2026-07-31

Como Citar

Marques, A. M. de S. (2026). A Defesa Psíquica em Freud, Ferenczi e Klein: Continuidades, Rupturas e Implicações clínicas. ID on Line. Revista De Psicologia, 20(82), 209–224. https://doi.org/10.14295/idonline.v20i82.4440

Edição

Seção

Artigos