Razão e Coração: Um diálogo sobre o Pensar e o Sentir
DOI:
https://doi.org/10.14295/idonline.v20i83.4513Palavras-chave:
Razão, Pensar, Sentir, Walter ScottResumo
O artigo problematiza a histórica dicotomia entre cognição e afetividade, tradicionalmente concebidas como dimensões antagônicas do funcionamento psíquico. A partir da crítica à visão clássica, exemplificada pela frase de Walter Scott sobre a incompatibilidade entre amor e razão, o autor defende a indissociabilidade entre pensamento e sentimento, entendendo-os como partes complementares de um mesmo processo psicológico. No desenvolvimento teórico, cognição é definida como o processo mental de aquisição e interpretação de conhecimento, enquanto a afetividade é apresentada como o conjunto de emoções (reações biológicas) e sentimentos (atribuições subjetivas de valor às emoções). O texto enfatiza que estados afetivos influenciam diretamente a percepção e a interpretação da realidade, conferindo sentido e valor às experiências humanas. A análise é sustentada por observações empíricas realizadas em atendimentos individuais e coletivos em um CRAS de Itatiba/SP, onde se verificou que estados emocionais de tristeza e desesperança alteram significativamente o funcionamento psicológico dos usuários. A escuta qualificada, nesse contexto, possibilita a ressignificação cognitivo-afetiva das vivências, favorecendo o retorno de sentimentos positivos e da autoestima. Conclui-se que cognição e afetividade não devem ser compreendidas como instâncias separadas, mas como dimensões integradas que estruturam a experiência humana, constituindo uma cognição-afetiva que orienta tanto o pensar quanto o sentir.
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SCOTT, Walter. Ivanhoe. São Paulo: Martin Claret, 2002.
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