A Não Observância do Princípio da Presunção de Inocência e a Cultura do Cancelamento: um ensaio sobre o Caso Mascaro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.14295/idonline.v20i80.4367

Palavras-chave:

Direito, Mídia, Ideologia

Resumo

O  jornal  The Intercept  publicou, recentemente, uma  reportagem  na  qual  descreve supostos crimes sexuais praticados pelo professor de Direito da Universidade São Paulo (USP), Dr. Alysson Leandro Mascaro, contra alguns de seus alunos e ex-alunos. Como vem ocorrendo recentemente em todo caso que envolve figuras públicas,  logo  as publicações  na  internet,  do  jornal  que  divulgou  a  matéria, foram tomadas por comentários que tachavam o acusado com base em “boatos” e “histórias”. A partir disso, o presente manuscrito visa a defender que o princípio da presunção de inocência seja respeitado –tanto pelos  meios  midiáticos  e que estes não façam  espetacularização da acusação –como pelos  sujeitos  que  comentam  acerca  dos  casos,  ainda  que  sejam  leigos  e,  portanto,  tenham opiniões sem o devido embasamento teórico necessário, resultando em um fenômeno extremamente prejudicial ao acusado e a toda a sociedade –a denominada “cultura do cancelamento” –que leva o acusado a ser tratado como criminoso, ainda que antes do trânsito em julgado da sentença condenatória.

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Biografia do Autor

Gabrielle Fernandes da Silva Gnoatto, Secretaria de Educação de Gravataí

Mestranda em Educação Inclusiva pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); Mestranda em Sistemas e Processos Agroindustriais pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG);  Especialista em: Orientação e Supervisão, Atendimento Educacional Especializado e Psicopedagogia pela Faculdade Venda  Nova  do  Imigrante (FAVENI);  em  Autismo,  Educação  a  Distância  e  Docência  do  Ensino  Superior,  Educação  Inclusiva  EAD  e Literatura Africana, Indígena e Latina, pela União Educacional Minas Gerais (UNIMINAS); Graduada em Licenciatura em Letras Língua Portuguesa e Literatura  da  Língua Portuguesa,  Língua  Francesa  e  Literatura  da  Francesa  pela  Universidade  Federal  do  Rio  Grande  do  Sul (UFRGS); Professora de Língua Portuguesa na Secretaria de Educação de Gravataí, Rio Grande do Sul, Brasil. 

Roberto Remígio Florêncio, Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE)

Doutor em Educação  pela  Universidade  Federal  da  Bahia  (UFBA); Mestre em Educação e Cultura pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB); Licenciado em  Letras  pela  Universidade  de  Pernambuco  (UPE),  em Pedagogia  pela  Universidade  do  Estado  da  Bahia  (UNEB)  e  em Geografia pela Universidade Cesumar (Unicesumar); Professor  Língua Portuguesa  no  Instituto  Federal  de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão- PE)

 

Marcleide Sá Miranda Oliveira, Secretaria Municipal de Educação de Petrolina

Mestra em Gestão e Avaliação da Educação Pública pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF);  Especialista em:  Educação Básica de Jovens e Adultos e em Educação Inclusiva Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Professora das redes: estadual  (PE)  e  municipal  (Petrolina,  Pernambuco,  Brasil)

Marcos Martins Masutti, Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE)

Mestre em  Agronomia (Ciências  do  Solo)  pela  Universidade  Federal  Rural  de  Pernambuco  (UFRPE); Graduação  em  Agronomia  pela  Faculdade  de  Agronomia  e  Zootecnia  Manoel  Carlos Gonçalves; Professor  do  Instituto  Federal  do  Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE), Brasil.marcus.masutti@ifsertao-pe.edu.br.

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Publicado

2026-02-28

Como Citar

Gnoatto, G. F. da S., Florêncio, R. R., Oliveira, M. S. M., & Masutti, M. M. (2026). A Não Observância do Princípio da Presunção de Inocência e a Cultura do Cancelamento: um ensaio sobre o Caso Mascaro. ID on Line. Revista De Psicologia, 20(80), 250–266. https://doi.org/10.14295/idonline.v20i80.4367

Edição

Seção

Estudo de Caso