O Caráter Comunicativo da Histeria: Da História à Contemporaneidade
DOI:
https://doi.org/10.14295/idonline.v19i75.4140Palavras-chave:
histeria, linguagem, sintomas, lacanResumo
A histeria e suas manifestações estão presente na história humana a muitos anos, esse fenômeno vem sendo percebido e apreendido por diversos setores. Todavia, apenas após as descobertas de Freud, a histeria tomou seu lugar como importante comunicadora dos sintomas, sendo o material de trabalho da recém fundada psicanálise. Na psiquiatria, a histeria foi diluída entre as infinidades de diagnósticos possíveis, mas o caráter negativo associado ao termo permaneceu. Esse trabalho utiliza-se da revisão de literatura para abarcar a histeria e seu caráter comunicativo, desde Hipócrates, Charcot e a retomada da histeria como linguagem do inconsciente por Lacan, que a utiliza como alicerce teórico. Em contrapartida, a histeria rígida, vista na contemporaneidade, que se manifesta sem o significante lacaniano também foi analisada. Frente ao dito, percebe-se a importância da histeria na história e de como na contemporaneidade, agenciada somente pelo real, o caráter comunicativo dos sintomas pode ter sido perdido.
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