Caminhos Negros no Ceará: Identidades de Resistências / Black Paths in Ceará: Resistance Identities

Emanuela Ferreira Matias, Samia Paula dos Santos Silva, Rosa Maria Barros Ribeiro

Resumo


Os séculos de escravismo foram marcados pela a luta e a resistência da população negra  configurada  nos quilombos que se efetivaram como a maior forma de resistência da organização dos negros e negras neste País. Neste contexto, a abolição consolidou a segregação racial no Brasil, a luta abolicionista trouxe no seu pacote a ideologia do branqueamento da população brasileira por considerar a raça negra inferior.  O Pensamento da democracia racial, em 1930, foi forjada, para vender um país avançado sem segregação racial, romantizando a mistura entre negros, brancos e índios quando de fato racismo sentenciou o negro a viver em condições precárias em todas as regiões do Brasil, um projeto de nação que nega a importância da população negra.  Dentro desse universo de complexidade analisamos as lutas e às resistências dos quilombos de hoje como os do passado, assim como das periferias dentro de uma perspectiva de quilombagem em Clóvis Moura. Concluiu-se que, os quilombos são verdadeiros patrimônios culturais do Brasil e que, suas memórias do escravismo criminoso, precisam  ser expostas e escritas para que tal crime contra a humanidade, não caia no esquecimento.

 


Palavras-chave


Quilombo; Resistência; Quilombagem

Texto completo:

PDF

Referências


ALMEIDA, Silvio Luiz de. O que é Racismo Estrutural?. Belo Horizonte (MG): Letramento, 2018

ARRUTI, José M. Quilombos. Raça – Novas Perspectivas Antropológicas, Salvador, v. 1, 2008.

AKIM. Entrevista concedida à Samia Paula dos Santos Silva. Fortaleza, 2013.

AMIR. Entrevista concedida à Samia Paula dos Santos Silva. Fortaleza, 2013.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988, atualizada até a Emenda Constitucional nº 39, de 19 de dezembro de 2002. 31. Ed. São Paulo: Saraiva 2003.

BRASIL. DECRETO nº 4.887, de 20 de novembro de 2003. Regulamenta no âmbito federal, dispositivos da Lei n° 11.284 de 20 de novembro de 2003, que dispõe sobre os remanescentes de quilombos no Brasil. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 20 nov. 2003.

DAREN. Entrevista concedida à Samia Paula dos Santo Silva. Fortaleza, 2013.

MUNANGA, Kabengele. Negritude: usos e sentidos. São Paulo: Ática S/A, 1988.

___________. Negritude e identidade negra ou afrodescendente: um racismo ao averso. Revista ABPN, São Paulo, v.4, jul-out 2012. Disponível http://www.abpn.org.br/Revista/index.php/edicoes/article/viewFile/358/235> Acesso em: 12-out-2015.

___________. Kabengele. Origem e histórico do quilombo na África. Revista USP, São Paulo,n.28, 1996. Disponível em < http://www.usp.br/revistausp/28/Revista 04- kabe.pdf > Acesso em: 10-set-2015.

NASCIMENTO, Abdias. O quilombismo: In Cartas, falas, reflexão, memória, informes. Brasília Gabinete do Senador Darci Ribeiro. 1991.

RATTS, Alex. Traços étnicos: espacialidades e culturas e indígenas. Fortaleza: Museu do Ceará: Secult, 2009.

RATTS, Alecsandro (Alex) J. P. Eu sou Atlântica: Sobre a Trajetória de Vida de Beatriz Nacimento. 1. ed. São Paulo: Imprensa Oficial / instituto Kuanza, 2007. v. 1. 136p.




DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v13i46.1892

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A Id on Line (ISSN: 1981-1179) é indexada nas seguintes bases de dados: