Avaliação da Adesão ao Tratamento com Antidepressivos em Pacientes de uma Farmácia Pública no Interior do Ceará

José Marcio Andrade, Francisca Andreza Fernandes de Souza, Joeldo Ferreira Duarte, Pedro Ivo Palácio Leite, Poliana Moreira de Medeiros Carvalho

Resumo


A prevalência estimada de transtornos mentais é cerca de 12% na população mundial, sendo a maior parcela medicada na Atenção Primária à Saúde, o sucesso da terapia antidepressiva depende do profissional de saúde que tem papel importante nas questões relativas à adesão do tratamento. O Sistema Único de Saúde foi sem dúvida o maior movimento de inclusão social que a população já viu na história do Brasil, em termos constitucionais, como afirmação política de compromisso do estado brasileiro para os direitos da cidadania. O objeto de estudo foi avaliar a prevalência e adesão da terapia antidepressiva em pacientes atendidos em uma farmácia municipal da cidade de Juazeiro do Norte/CE no período de agosto de 2016. Desenvolveu-se o estudo, de caráter quantitativo, transversal e descritivo, em um Sistema de Atendimento Médico Especializado (SAME) no município de Juazeiro do Norte. Coletaram-se os dados por meio de um questionário socioeconômico e farmacoepidemiolôgico. Consideraram-se aderentes os pacientes que compareceram à farmácia para recebimento dos antidepressivos durante todo o mês da pesquisa. Participaram da pesquisa 50 pacientes dentre os quais, 88% eram do gênero feminino e 22% do gênero masculino, a faixa etária média foi de 34% entre 49-58 anos. E que 58% dos pacientes tinha escolaridade com 1º grau incompleto, 58% disseram não trabalhar e estado civil prevaleceu com 40% para casados. Observou-se a maior prevalência do uso de amitriptilina e fluoxetina para cada com 48%, e 50% responderam usar o medicamento para tratamento da depressão. O estudo obteve 96% de assiduidade satisfatória quanto ao grau de adesão. O farmacêutico é um profissional com amplo conhecimento farmacológico capacitado para manejar o atual arsenal terapêutico e informar sobre o uso e os efeitos dos fármacos. Assim, esta prática melhoraria indiscutivelmente a saúde e a qualidade de vida do paciente.

 



Palavras-chave


Antidepressivos. Adesão de Psicofármacos. Sistema Único de Saúde

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DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v12i42.1306

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