Perfil dos Pacientes portadores de Lúpus Eritematoso Sistêmico atendidos pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica em uma Regional de Saúde

Diane de Matos Prado, Bruno Andrade Amaral, Stênio Fernando Pimentel Duarte, Ademir Evangelista do Vale, Matheus Lemos Silva, Arlene Ribeiro Rocha, Vitória Magalhães Sousa

Resumo


O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença de caráter autoimune e crônico inflamatório, que possui etiologia multissistêmica e afeta principalmente as mulheres, em diversos órgãos, podendo estar ligada a fatores ambientais, hormonais e infecciosos. A doença é diagnosticada, por meio do auxílio de exames laboratoriais, a anamnese eficaz e correlação com critérios diagnósticos específicos, a fim de se iniciar o tratamento. Este artigo tem como objetivo descrever o perfil sociodemográfico e clínico dos pacientes portadores de LES atendidos pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica em uma Regional de Saúde, observando o perfil sociodemográfico da população estudada, os exames laboratoriais que favorecem a observação da efetividade e segurança dos tratamentos instituídos e observação da correlação com os fatores de pré-disposição. Foi realizado estudo no NRS entre Agosto e Setembro de 2017, por meio de coleta de dados em prontuários, através do Kobocollect, sendo analisados posteriormente no software aplicativo SPSS. A maioria dos pacientes era do sexo feminino (95,5%), pardos (58%), faixa etária média de 41,08 anos, procedentes de Vitória da Conquista-BA. As alterações mais frequentes observadas foram: distúrbio hematológico 21% (n=58), hepático 19% (n=35) e renal 16% (n=16), sendo que os medicamentos mais frequentemente associados a esses distúrbios, foram a Azatioprina e Hidroxicloroquina. Na população em questão, os pacientes apresentaram um perfil condizente com o esperado pela literatura, sendo na sua maioria do sexo feminino, pardos, adultos jovens, com IMC normal, com presença de anormalidades hematológicas, hepáticas e renais.

 

 


Palavras-chave


Lúpus eritematoso sistêmico. Perfil epidemiológico. Efetividade de tratamento. Toxicidade. Assistência Farmacêutica

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DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v11i38.954

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