A Educação de Surdos: Formação de Professores na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS)

Andrea Silva Araújo, Aurelania Maria de Carvalho Menezes, Aline Cássia Silva Araújo

Resumo


O objetivo desta pesquisa foi identificar, descrever e analisar os artigos científicos relacionados a importância da educação de surdos na formação de professores. Foi realizada uma revisão bibliográfica nas bases de dados de revistas científicas, notas técnicas e monografias, dissertações e teses, em Programas de Graduação em Pedagogia e Pós-Graduação em Letras/Libras, com embase temporal entre 1999 a 2017. Após a investigação da revisão de literatura e leitura do conteúdo, conclui-se que a educação para os surdos foi conquistada com muita luta, principalmente no que se refere ao preconceito, pois, durante muito tempo, os surdos eram considerados pessoas doentes e motivadores de vergonha dentro da familia e da sociedade, com isso, eram comuns encontrar um surdo abandonado. Destaca-se como a primeira escola de surdos, fundada no Brasil, o “Imperial Instituto dos Surdos-Mudos”, atualmente, “Instituto Nacional de Educação de Surdos” – INES. Além dessa conquista, destaca-se também, como um marco para educação de surdos, a criação da Lei nº 10.436, de 24 de Abril de 2002, que estabelece o reconhecimento da LIBRAS como a língua oficial utilizada pelas comunidades Surdas. Dessa forma, a formação de professores em libras é fundamental para atingir o objetivo da lei. Contudo, ainda é necessário que seja aprimorado o ensino de professores em libras, que apesar de existir 55 cursos de graduação e 375 de pós-graduação, são considerados poucos, devido a enorme demanda.

 

 


Palavras-chave


pedagogia, formação de professores em libras, ensino para surdos

Texto completo:

PDF

Referências


CIBELERARIS. HISTÓRIA DA LIBRAS (língua brasileira de sinais). Disponível em: . Acesso em: 05 ago. 2017.

COSTA, R. C. R. Proposta de Instrumento para a Avaliação Fonológica da Língua Brasileira de Sinais: FONOLIBRAS. 231 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Federal da Bahia, Instituto de Letras, Salvador, 2012.

COUTO, L. F.; RUBIO, J. A. S. Libras: uma análise histórica na perspectiva da educação inclusiva. Revista Eletrônica Saberes da Educaçã, v.5, n.1, 2014.

e-MEC. Cadastro e-MEC de Instituições e Cursos de Educação Superior. Disponível em: Acesso em: 09 de agos. 2017.

FACION, J. R. et.al. O papel do professor na educação inclusiva. In: FACION, José Raimundo (org.). Inclusão escolar e suas implicações. 2ª edição, Curitiba, Ibpex, 2008.

FÁVERO, O. et al. (Org.) Tornar a educação inclusiva. Brasília: UNESCO, 2009.

FERNANDES, E. Teorias de Aquisição da linguagem. In: GOLDFELD, M. Fundamentos em fonoaudiologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.

FILHO, D. C.; VITALIANO, C. R. O processo de formação de professores em um programa de inclusão de alunos surdos no ensino médio. VII Encontro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial, p. 2890-2901, 2011.

GARBE, D. S. Acessibilidade às pessoas com deficiência física e a convenção internacional de Nova Iorque. Revista Unifebe, Balneário Camboriú, v.10, p. 95-104, 2012.

KUCHENBECKER, L. G.; THOMA, A. S. Examinar, enquadrar, adaptar o currículo e desenvolver a língua de sinais: estratégias de normalização de alunos surdos down em uma escola de surdos. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 24, n. 41, p. 347-362, 2011.

MARGALL, S. A. C.; HONORA, M.; CARLOVICH, A. L. A. A reabilitação do deficiente auditivo visando qualidade de vida e inclusão social. O Mundo da Saúde, v. 30, n.1, p. 123-128, 2006.

MARTINS, L. A. R. et al. (Orgs.). Inclusão: Compartilhando Saberes. 4ª Edição. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2006.

MELO, G. F.; OLIVEIRA, P. S. J. Ensino-aprendizagem de Libras: mais um desafio para a formação docente. R. Educ. Prof, v. 38, n. 3,p. 1-10,2012.

MORI, N. N. R.; Sander, R. E. História da educação dos surdos no Brasil. Seminário de Pesquisa PPE, Universidade Estadual de Maringá, 2015.

QUADROS, R. (Org.). Estudos Surdos I – Série de Pesquisas. Rio de Janeiro: Arara Azul, 2006.

RAMOS, Clelia Regina. Libras: A Língua dos Sinais dos Surdos Brasileiros. EBOOKS, 2003.

RAMOS, C. R. LIBRAS: A Língua de Sinais dos Surdos Brasileiros. Disponível em . acesso em 06 agos. 2017.

REBOUÇAS, L. S. A prioridade dos docentes surdos para ensinar a disciplina Língua Brasileira de Sinais (Libras) nas instituições de ensino superior após o decreto 5.626/2005. 2009. 171f. Dissertação de Mestrado – UFBA, Salvador, BA. 2009.

ROCHA, S. M. Antíteses, díades, dicotomias no jogo entre memória e apagamento presentes nas narrativas da história da educação de surdos: um olhar para o Instituto Nacional de Educação de Surdos (1856/1961). Tese (Doutorado em Educação) – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2009.

MONTEIRO, M. S. História dos movimentos dos surdos e o reconhecimento da libras no Brasil. Educação Temática Digital, Campinas, v.7, n.2, p.292-302, 2006.

SOUZA, C. H. M.; MANHÃES, F. C.; BATISTA, C. M. A.; PINTO, F. O. A perspectiva da libras na formação do professor: um caminho para a inclusão escolar. Revista Digital, v.19, nº 191, 2014.

STROBEL, K. L. As imagens do outro sobre a cultura surda. 1 ed. Florianopólis: Editora UFSC, 2008. v. 1, p 118.




DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v11i38.892

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2021 Andrea Silva Araújo, Aurelania Maria de Carvalho Menezes, Aline Cássia Silva Araújo

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

A ID on line. Revista de psicologia (ISSN: 1981-1179) é indexada nas seguintes bases de dados: