Uso da metodologia vivencial na educação médica

Juliana de Freitas Vasconcelos, Émilie Beviláqua de Carvalho Costa, Ana Olívia de Oliveira Marinho, Túlio Sugette de Aguiar, Danilo Bringel Landim

Resumo


O autoconhecimento e o desenvolvimento de habilidades inter-pessoais, constitui um dos pressupostos que fundamentam a proposta dos currículos de medicina. O presente estudo aborda a aplicação de metodologia vivencial no módulo de Desenvolvimento Pessoal na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, no desenvolvimento de habilidades como a empatia e o diálogo entre acadêmicos do referido curso. O estudo foi conduzido a partir do material coletado numa atividade vivencial proposta para os alunos do primeiro semestre. Nessa experiência, foram trabalhados os conceitos de autoconhecimento e autoconsciência através de técnicas de relaxamento e desenho. De início os alunos foram estimulados a um relaxamento leve, com a finalidade de facilitar a experiência. Em seguida, foram estimulados a expressarem através de um desenho, uma metáfora de si mesmos, à partir da seguinte afirmação: “Eu me sinto como se fosse....”. A etapa seguinte foi compartilhar com os colegas das impressões de si mesmos eliciadas na experiência, através dos desenhos. Os resultados apareceram de forma contrastante, evocando tanto sentimentos positivos de possibilidade, segurança e organização, como sentimentos negativos, experienciados na forma de incerteza e pessimismo. Concluímos pois, que a metodologia vivencial proporcionou aos estudantes um aprendizado em termos de autoconhecimento e conhecimento do outro, além do desenvolvimento de recursos internos para uma vida melhor.


Palavras-chave


Metodologia; Vivência; Conscientização

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DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v4i12.62

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