Visita Domiciliar como ferramenta de atenção integral ao usuário da Estratégia de Saúde da Família

Rosilene Aguiar dos Santos Silveira Lima, Arianna Oliveira Santana Lopes

Resumo


 

A visita domiciliar é uma importante ferramenta de trabalho da Equipe de Saúde da Família (EqSF), pois permite um olhar direcionado da situação real e local de cada indivíduo e suas famílias. Objetivo: verificar o envolvimento dos profissionais de saúde da ESF nas visitas domiciliares de dois municípios distintos do interior da Bahia. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa exploratória e de abordagem quantitativa. A amostra foi constituída de22 enfermeiros das unidades básicas de saúde que fazem parte de dois municípios baianos. Foi utilizado um questionário adaptado da especialização em Saúde da Família da Universidade Federal de Pelotas Especialização em Saúde da Família – UFPEL. O instrumento foi dividido em dois grupos: 1 Cuidado domiciliar - em que foi avaliado a participação dos profissionais e os procedimentos que realizados no domicilio. 02 Limitações e planejamento para efetivação da Visita Domiciliar. Resultados: 92,86% dos profissionais mencionaram o levantamento de usuários que necessitam de cuidado domiciliar; 86,36% relataram a realização de procedimentos no domicílio dentre eles curativos e consulta puerperal; quanto a realização das visitas se destacaram 100% dos Agentes comunitários de saúde e enfermeiro seguido do médico 86,36%. Em relação às limitações e fragilidades, 7 31,82% profissionais relataram ter dificuldades de transporte para efetivar a visita domiciliare 77,27% mencionaram o planejamento da visita. Considerações Finais: A VD é um importante instrumento para acompanhamento da situação da saúde das famílias, prestação de cuidados e orientação, e é considerado ponto positivo e facilitador do acesso aos serviços de saúde, no entanto alguns fatores ainda limitam a sua realização de forma plena e integral.

 


Palavras-chave


Visita domiciliar, enfermeiros, atenção básica.

Texto completo:

PDF

Referências


Kebian LVA, Acioli S. Práticas de cuidado na visita domiciliar. Rev. enferm. UERJ. 2011; 19(3): 403-9.

BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção domiciliar no SUS: resultados do laboratório de inovação em atenção domiciliar. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

Cunha CLF, Gama MEA. A visita domiciliar no âmbito da atenção primária em saúde. Atualidades da Assistência de Enfermagem. Rubio. 2012. 336 pp.

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2012a.

Borges R, D`Oliveira AFPLA visita médica domiciliar como espaço para interação e comunicação em Florianópolis, SC.Interface - Comunic.Saúde Educ. 2011; 15(3): 461-72.

Merhy EE. Em busca do tempo perdido: a micropolítica do trabalho vivo em saúde. In: Merhy EE, Onocko, R. Práxis em salud um desafío para lo público.São Paulo (SP): Hucitec; 1997.

Cunha MS, Sá MC. Home visits within the Family Health Strategy (Estratégia de Saúde da Família - ESF): the challenges of moving into the territory.Interface - Comunic.Saude Educ. 2013; 17(44):61-73.

Gil AC. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2008.

Silveira et al. Questionário sobre atribuições dos profissionais. ESPECIALIZAÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA Universidade Federal de Pelotas Especialização em Saúde da Família EAD –UFPel, 2013.

Machado MC, Araújo ACF de, Dantas JP et al. Territorialização como ferramenta para a prática de residentes em saúde da família: um relato de experiência. Rev. Enferm. UFPE online. 2012; 6(11):2851-7. Disponível em: http://www.revista.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/download/2960/4768.

Junges JR, Barbiani R. Interfaces entre território, ambiente e saúde na atenção primária: uma leitura bioética. Revista Bioética. 2013; 21(2):207-217.

Andrade L. Tecendo redes: a assistência domiciliar e busca da integralidade do cuidado. Revista Brasileira de atenção domiciliar. Congresso Brasileiro Interdisciplinar de Assistência Domiciliar Ano I - Número I - jan./jun. 2015.

Welch J, Coimbra CEA. Perspectivas culturais sobre transmissão e tratamento da tuberculose entre os Xavánte de Mato Grosso, Brasil.Cad. Saúde Pública. 2011; 27(1):190-4.

Gaíva MAM, Siqueira VCAA prática da visita domiciliária pelos profissionais da estratégia saúde da família.Cienc. Cuid. Saúde. 2011; 10(4): 697-704.

Figueiredo RM, Maroldi MAC. Internação domiciliar: risco de exposição biológica para a equipe de saúde. Rev. Esc. Enferm. USP. 2012; 46(1): 145-50.

BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Domiciliar. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.Coordenação-geral de Atenção Domiciliar. v. 2. Brasília: Ministério da Saúde, 2012b.

Andrade AM, Guimarães AMD, Costa DM, Machado JC, Gois CFL. Visita domiciliar: validação de um instrumento para registro e acompanhamento dos indivíduos e das famílias. Epidemiol. Serv. Saúde. 2014; 23(1):165-175.

Santos LR, Ponce de Leon CGRM, Funghetto SS. Princípios éticos como norteadores no cuidado domiciliar. Ciência & Saúde Coletiva. 2011; 16(Supl. 1):855-863.

Silva DC, Santos JLK, Guerra ST, Bairros SG, Prochnow AG. O trabalho do enfermeiro no serviço de internação domiciliar: visão dos familiares cuidadores.Cienc. Cuid. Saúde. 2010; 9(3):471-478.

Gasparino RF, Simonetti JP, Tonete VLP. Consulta de Enfermagem pediátrica na perspectiva de enfermeiros da Estratégia Saúde da Família. Rev Rene. 2013; 14(6):1112-22.

Campos RMC, Ribeiro CA, da Silva CV, Saparolli ECL. Consulta de enfermagem em puericultura: a vivência do enfermeiro na Estratégia de Saúde da Família. RevEscEnferm USP. 2011; 45(3):566-74.

Sossai LCF, Pinto IC. A visita domiciliária do enfermeiro: Fragilidades x Potencialidades. Cienc. Cuid. Saúde. 2010; 9(3):569-576.

Gomes AP, Costa JRB, Junqueira TS, Arcuri MB, Batista RS. Atenção Primária à Saúde e Formação Médica. Revista brasileira de educação médica. 2012; 36(4):541-549.

Oliveira IC, Rocha RM, Cutolo LRA. Algumas palavras sobre o NASF: relatando uma experiência acadêmica. Rev. bras. educ. med. 2012; 36(4):574-580.

Tossin BR, Souto VT, Terra MG, Siqueira DF, Mello AL, Silva AA. As práticas educativas e o autocuidado: evidências na produção científica da enfermagem. REME - Rev Min Enferm. 2016. DOI: 10.5935/1415-2762.20160010.

Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Ciência & Saúde Coletiva. 2010; 15(5):2297-2305.

Junior DAB, Heck RM, Ceolin T, da Silva Viegas CR. Atividades gerenciais do enfermeiro na estratégia de saúde da família. R. Enferm. UFSM. 2011; 1(1):41-50




DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v10i32.580

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A Id on Line (ISSN: 1981-1179) é indexada nas seguintes bases de dados: