A Prevalência de Hipóxia perinatal em gemelares de Maternidade Pública em Juazeiro do Norte – CE

Maria de Lourdes Gomes Barbosa, Célia Maria Machado Barbosa de Castro, Maria Valéria Leimig Telles, Ana Luísa Barbosa Belarmino, Lucas Leimig Telles Parente, Aléxia Bezerra de Mendonça, Rodrigo Emmanuel Leimig Telles Parente

Resumo


Hipóxia perinatal é considerada como uma das condições fetais que pode está relacionada à gemelaridade. Este estudo teve como objetivo quantificar a prevalência de hipóxia perinatal em gemelares.Trata-se de um estudo transversal, utilizando a revisão de prontuários de gemelares nascidos vivos, de janeiro a dezembro de 2013, no Hospital Municipal São Lucas, em Juazeiro do Norte-CE. O número total dos partos gemelares foi de 34 partos dos quais, a hipóxia apresentou um percentual de 50% ou seja, 17 casos. A maior prevalência dos dados maternos foi: 94% das mulheres tinham entre 16 e 35 anos de idade; 65% eram solteiras; 59% tinham o ensino fundamental completo; 94% tiveram entre 1 a 5 gestações; 65% fizeram entre 6 a 10 consultas de pré-natal; 88% tinham menos de 37 semanas de idade gestacional; 32% eram fumantes e 68% não. Os resultados dos dados de RNs foram:65% foram de parto cesário; 76% apresentação cefálica; 41% tiveram menos de 12 horas no tempo de bolsa rota durante o parto; 65% com Apgar acima de 5 no quinto minuto de vida; 34% do sexo masculinos e 47% femininos; 50% tinham menos de 34 semanas de vida e 53% tinham baixo peso ao nascer. Ressalvamos que muitas das causas que contribuíram para a hipóxia em gemelaressão  passíveis  de serem modificados através  de medidas preventivas no serviço de saúde. Para isso é fundamental uma adequada assistência à gestante durante o pré-natal, assim como, uma atenção humanizada ao parto e ao recém-nascido.

 


Palavras-chave


Asfixia; Gemelaridade; Hipóxia; Recém-nascido

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DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v10i31.538

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