Contribuições dos jogos e brincadeiras indígenas no ensino de Matemática

Autores

  • Janderlan Janilson da Silva Faculdade de Ciências Humanas do Sertão Central (FACHUSC), Salgueiro, Pernambuco, Brasil.
  • Clenilsom Panta Angelim Faculdade de Ciências Humanas do Sertão Central (FACHUSC), Salgueiro, Pernambuco, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.14295/idonline.v20i83.4550

Palavras-chave:

Ensino de matemática, Jogos, metodologias de ensino, práticas docentes

Resumo

Este artigo analisou a dinâmica entre o ensino da matemática e o uso de jogos indígenas como recurso pedagógico voltado à aprendizagem, considerando não apenas os contextos sociais em que essas práticas se inserem, mas também suas dimensões políticas e subjetivas. A análise se desenvolve em conformidade com a legislação que orienta uma educação antirracista, reconhecendo o papel da escola na valorização da diversidade cultural e na superação de hierarquias historicamente construídas entre saberes. Nesse sentido, o texto busca indicar as contribuições de pesquisas já existentes que associam os jogos a um melhor desempenho escolar entre as crianças, evidenciando como essas práticas podem favorecer a compreensão de conceitos matemáticos, o raciocínio lógico, a resolução de problemas e a cooperação entre os estudantes. Destaca, ainda, as estratégias que constituem um projeto pedagógico lúdico e adaptável, capaz de dialogar com diferentes faixas etárias, realidades socioculturais e níveis de aprendizagem, sem perder de vista os objetivos curriculares da matemática. Além disso, o artigo procura analisar o desenvolvimento de atividades eficazes para a aprendizagem por meio do uso dos jogos, investigando como a mediação docente, a escolha dos materiais, a organização do tempo e do espaço e a avaliação contínua podem potencializar os resultados educacionais. Considera que a experiência lúdica pode ser analisada simultaneamente sob duas perspectivas complementares: como um sucesso para a promoção da aprendizagem, na medida em que amplia o engajamento, a motivação e a construção significativa do conhecimento; e como evidência da necessidade de novas formas de práticas pedagógicas, tanto no sentido de contribuir com o entendimento do conteúdo matemático quanto no sentido da interação com outras culturas, especialmente as indígenas, cujos saberes tradicionalmente foram marginalizados nos currículos escolares. Dessa forma, o artigo sustenta que a articulação entre ensino de matemática e jogos indígenas pode resultar na construção de uma educação transformadora, comprometida com a equidade, com o respeito à diversidade e com a formação crítica dos sujeitos. As estratégias analisadas dialogam com a aprendizagem e com avanços educacionais efetivos para o ensino de matemática, indicando caminhos possíveis para práticas pedagógicas mais inclusivas, contextualizadas e sensíveis às múltiplas realidades presentes na escola contemporânea.

 

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Biografia do Autor

Janderlan Janilson da Silva, Faculdade de Ciências Humanas do Sertão Central (FACHUSC), Salgueiro, Pernambuco, Brasil.

Graduando em Matemática pela Faculdade de Ciências Humanas do Sertão Central (FACHUSC), Pernambuco, Brasil. 

Clenilsom Panta Angelim, Faculdade de Ciências Humanas do Sertão Central (FACHUSC), Salgueiro, Pernambuco, Brasil.

Faculdade de Ciências Humanas do Sertão Central (FACHUSC), Pernambuco, Brasil.  

 

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Publicado

2026-10-31

Como Citar

Silva, J. J. da, & Angelim, C. P. (2026). Contribuições dos jogos e brincadeiras indígenas no ensino de Matemática. ID on Line. Revista De Psicologia, 20(83), 801–812. https://doi.org/10.14295/idonline.v20i83.4550

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