Alfabetização no Tempo Certo e Estratégias Lúdicas: Contribuições para a Consolidação das Aprendizagens nos Anos Iniciais
DOI:
https://doi.org/10.14295/idonline.v20i83.4532Palavras-chave:
alfabetização, letramento, ludicidade, mediação pedagógica, anos iniciaisResumo
A alfabetização nos primeiros anos do ensino fundamental constitui um direito educacional e uma condição para ampliar a participação das crianças nas práticas sociais de leitura e escrita. Este artigo analisa a relevância da alfabetização no tempo previsto pelas orientações brasileiras e discute as contribuições de estratégias lúdicas para a consolidação das aprendizagens, especialmente no primeiro e no segundo ano do ensino fundamental. O referencial teórico articula os estudos de Magda Soares sobre alfabetização e letramento, a perspectiva histórico-cultural de Lev Vygotski, a concepção dialógica de Paulo Freire e as reflexões de Tizuko Kishimoto sobre jogo e educação. A investigação caracteriza-se como pesquisa qualitativa, bibliográfica e documental, desenvolvida mediante revisão narrativa de obras, artigos científicos e documentos oficiais, entre os quais a Base Nacional Comum Curricular e o decreto que institui o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. A análise organiza a discussão em três eixos: apropriação do sistema de escrita alfabética, mediação pedagógica e articulação entre ludicidade e práticas de linguagem. A síntese indica que jogos, parlendas, brincadeiras sonoras e situações de escrita podem favorecer a participação e a reflexão linguística quando apresentam objetivos, intervenções docentes e acompanhamento das aprendizagens. Também evidencia que a presença de materiais lúdicos não garante resultados e que estudantes com dificuldades precisam de apoio contínuo, inclusive após o segundo ano. Conclui-se que a ludicidade deve integrar, e não substituir, o ensino sistemático da leitura e da escrita. Por sua natureza bibliográfica, o estudo não permite medir eficácia nem estabelecer relações causais entre jogos e desempenho escolar.
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