Desenvolvimento de um Chatbot para apoiar a Compreensão do Risco Cardiovascular de Pacientes da Atenção Primária à Saúde
DOI:
https://doi.org/10.14295/idonline.v20i83.4526Palavras-chave:
Inteligência Artificial, Autocuidado, Saúde, Inovação, Tecnologia, Doenças cardiovascularesResumo
A avaliação do risco cardiovascular por escalas clínicas validadas permite identificar pessoas com risco elevado e orientar intervenções preventivas. Contudo, a interpretação dos resultados pode ser difícil para os pacientes, demandando comunicação recorrente com profissionais de saúde, que enfrentam restrições de tempo e recursos, sobretudo na Atenção Primária à Saúde. Nesse contexto, chatbots podem apoiar a comunicação e o autocuidado. Este estudo objetivou propor um chatbot e avaliar sua aceitação como recurso para apoiar a compreensão do risco cardiovascular por pacientes da Atenção Primária à Saúde. A pesquisa contemplou três fases: desenvolvimento, demonstração e avaliação. Inicialmente, realizou-se revisão da literatura para subsidiar o desenvolvimento da solução. A partir dos achados, foi incorporada ao TiaBet, chatbot de apoio a pacientes com diabetes mellitus tipo 2, uma funcionalidade para avaliação do risco cardiovascular e geração de relatório individual. Na demonstração, sete profissionais de saúde testaram a funcionalidade. Posteriormente, aplicou-se um questionário para avaliar quatro construtos: facilidade percebida, utilidade percebida, intenção de uso e adequação das informações. Os resultados demonstraram avaliações positivas em todos os construtos, com médias superiores a 4,2 em uma escala de 1 a 5 e grandes tamanhos de efeito, indicando aceitação da solução pelos profissionais participantes. Apesar das limitações relacionadas ao número reduzido de participantes e à ausência de testes na prática clínica, os resultados evidenciam o potencial da tecnologia como recurso de apoio à comunicação sobre risco cardiovascular. Estudos futuros poderão avaliar sua aplicação em diferentes contextos e seus efeitos sobre a compreensão dos pacientes, a adesão ao tratamento e os desfechos clínicos.
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