Fatores Associados à Vulnerabilidade da Autoimagem frente ao uso das Redes Sociais na Geração Z
DOI:
https://doi.org/10.14295/idonline.v20i83.4516Palavras-chave:
Adolescência, Redes sociais, Autoimagem, Saúde mental, Terapia Cognitivo-ComportamentalResumo
O presente trabalho teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, as evidências científicas que relacionam o uso inapropriado de tecnologias e redes sociais à construção da autoimagem na juventude, bem como seus efeitos na saúde mental e nos vínculos sociais. A fundamentação teórica respalda-se em autores como Erikson, Festinger, Goffman, Papalia e outros referenciais sobre desenvolvimento humano e psicologia. A metodologia adotada consistiu em revisão integrativa da literatura, realizada nas bases SciELO, LILACS, PubMed/MEDLINE e PePSIC, compreendendo produções publicadas entre 2018 e 2026. A amostra final constituiu-se de 5 artigos científicos. Os resultados indicam que o uso excessivo e desregulado das redes sociais constitui relevante fator de risco para a percepção negativa da própria imagem entre jovens, sendo a comparação social o mecanismo central que permeia essa relação. Constatou-se, ainda, associação entre a imersão desmedida no ambiente digital e o surgimento ou agravamento de sintomas de ansiedade, depressão, distúrbios de sono e isolamento social. Por fim, os achados demonstram que tais prejuízos não são irreversíveis, destacando-se a redução consciente do tempo de uso e intervenções pautadas na Terapia Cognitivo-Comportamental como estratégias eficazes. Conclui-se que a tecnologia não deve ser compreendida como fator de risco em si, mas como meio cujos efeitos dependem da forma como é utilizada.
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