Atuação da Enfermagem na Prevenção e Identificação da Violência Obstétrica na Atenção Primária à Saúde
DOI:
https://doi.org/10.14295/idonline.v20i81.4415Palavras-chave:
Violência Obstétrica, Enfermagem, Prevenção, Atendimento HumanizadoResumo
A assistência ao parto tem sido historicamente marcada por práticas intervencionistas que, muitas vezes, desconsideram a autonomia e a centralidade da mulher, favorecendo a ocorrência de violência obstétrica. O objetivo geral do trabalho foi analisar as iniciativas adotadas pela Enfermagem na promoção de práticas seguras, humanizadas e efetivas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência obstétrica durante o processo de gestação, parto e pós-parto. Trata-se de uma revisão da literatura baseada em livros e artigos científicos publicados entre 2015 e 2025, selecionados em bases de dados nacionais e internacionais, a partir de critérios de inclusão e exclusão previamente definidos. Os resultados evidenciam que a violência obstétrica está associada a práticas desumanizadas, intervenções desnecessárias, ausência de consentimento informado e relações de poder assimétricas entre profissionais e gestantes. Nesse contexto, a Enfermagem destaca-se como elemento fundamental na transformação do modelo assistencial, ao promover acolhimento, escuta qualificada, suporte emocional e respeito às escolhas da mulher. Observou-se que a atuação baseada em evidências contribui para a redução da medicalização excessiva e para melhores desfechos maternos e neonatais. Além disso, a garantia do consentimento informado fortalece o protagonismo feminino e qualifica a assistência. A capacitação contínua das equipes mostrou-se essencial para desconstruir práticas inadequadas e incorporar princípios éticos e humanizados no cuidado. Por fim, verificou-se que a atuação da Enfermagem, integrada a ações institucionais e educativas, contribui significativamente para a prevenção da violência obstétrica e para a promoção de um parto seguro, digno e centrado no binômio mãe-bebê.
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