Impactos do Diagnóstico Psicopatológico na Subjetivação de Usuários de um Serviço de Saúde Mental
DOI:
https://doi.org/10.14295/idonline.v20i81.4379Palavras-chave:
psicopatologia, diagnóstico psiquiátrico, saúde pública, estigmaResumo
O diagnóstico psicopatológico, além de ser um importante instrumento clínico, opera como um dispositivo de subjetivação, influenciando como os sujeitos se compreendem e são percebidos socialmente. Nessa perspectiva, este estudo explora os efeitos do diagnóstico na subjetividade de usuários de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, baseada em entrevistas semiestruturadas analisadas pela metodologia da análise de conteúdo. Os resultados indicam que o diagnóstico é ambivalente: ao mesmo tempo em que facilita o acesso a tratamentos e benefícios, também impõe estigmas e limitações às identidades dos sujeitos. A centralidade da medicalização como forma de cuidado reforça mecanismos de normatização da conduta e adaptação social. O estudo ressalta a necessidade de abordagens que considerem a singularidade dos sujeitos e de políticas públicas que minimizem os impactos da psiquiatrização. Os achados contribuem para reflexões críticas sobre os efeitos do diagnóstico psicopatológico na saúde pública e sua interface com processos de subjetivação e estigma.
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