Análise do perfil e desfecho clínico de pacientes com AVC Maligno submetidos à Craniectomia Descompressiva em um hospital no Sul do Ceará
DOI:
https://doi.org/10.14295/idonline.v20i80.4343Palavras-chave:
Acidente Vascular Cerebral, Craniectomia Descompressiva, Reabilitação Neurológica, Fatores de RiscoResumo
O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das principais causas de mortalidade e incapacidade no mundo, com impacto significativo nos sistemas de saúde. O AVC maligno da artéria cerebral média é uma forma grave da doença, caracterizada por edema cerebral progressivo e risco elevado de morte. A craniectomia descompressiva tem sido utilizada como uma estratégia cirúrgica para reduzir a pressão intracraniana e melhorar a sobrevida dos pacientes. Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico e o desfecho clínico de pacientes com AVC maligno da artéria cerebral média submetidos à craniectomia descompressiva. Método: Trata-se de um estudo documental, retrospectivo e transversal, com abordagem quantitativa, realizado entre janeiro de 2021 e dezembro de 2023. Foram analisados prontuários de 51 pacientes com AVC maligno submetidos à craniectomia descompressiva. Variáveis sociodemográficas, fatores de risco, complicações hospitalares e desfechos funcionais foram avaliados por meio de análise estatística no software SPSS 26.0. Resultados: A maioria dos pacientes era do sexo masculino (56,9%), com idade média de 63,1 anos. Os fatores de risco mais prevalentes foram hipertensão arterial (66,7%), tabagismo (33,3%) e diabetes mellitus (21,6%). A maioria (84,3%) chegou ao hospital em até 12 horas após o início dos sintomas. As complicações mais frequentes incluíram infecção pulmonar (43,1%) e delirium (15,7%). A evolução funcional indicou que muitos pacientes mantiveram dependência severa na alta hospitalar, apesar da intervenção. Conclusão: A craniectomia descompressiva contribuiu para a sobrevida dos pacientes, mas a alta prevalência de complicações e a persistência de incapacidades reforçam a necessidade de acompanhamento multidisciplinar e estratégias de reabilitação para minimizar sequelas e melhorar a qualidade de vida dos sobreviventes.
Downloads
Referências
BAYONA, H. et al. Quality indicators of stroke care in Colombia based on the RES-Q registry. Journal of Stroke and Cerebrovascular Diseases, v. 34, maio 2025.
CRISTIANO, M.; PEREIRA, M. Cuidados de enfermagem à pessoa com acidente vascular cerebral isquémico submetida a trombólise. Revista Ibero-Americana de Saúde e Envelhecimento, v. 7, p. 461, maio 2022. DOI: https://doi.org/10.24902/r.riase.2021.7(3).519.461-480
DE ALMEIDA MORAES, M. et al. Ischemic stroke mortality and time for hospital arrival: analysis of the first 90 days. Revista da Escola de Enfermagem, v. 57, 2023. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-220x-reeusp-2022-0309pt
FLORES SOTRES, M. Correlación entre la severidad del AVC isquémico por escala NIHSS y la discapacidad a las 24 horas y 30 días por escala de Rankin en pacientes atendidos en urgencias del HGZ 20. Stroke. 2022. DOI: https://doi.org/10.24875/REIE.21000134
HAUTMANN, X. et al. The malignant stroke indicator is an early indicator of malignant ischemic stroke requiring decompressive hemicraniectomy. Scientific reports, v. 15, p. 7600, mar. 2025. DOI: https://doi.org/10.1038/s41598-025-92284-2
LEPPERT, M. H. et al. Systematic Review of Sex Differences in Ischemic Strokes Among Young Adults: Are Young Women Disproportionately at Risk? Stroke, v. 53, p. 319 327, fev. 2022. DOI: https://doi.org/10.1161/STROKEAHA.121.037117
LIMA, L. C. DE O. et al. Perfil epidemiológico do acidente vascular cerebral isquêmico transitório (AVC) e síndromes relacionadas em adultos e idosos no Nordeste brasileiro de 2018 a 2023. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, v. 8, p. e081820, fev. 2025. DOI: https://doi.org/10.55892/jrg.v8i18.1820
LINO-FILHO, A. M. et al. Cisternostomy associated with decompressive craniectomy for traumatic brain injury: a systematic review and meta-analysis. Neurosurgical Review. Springer Science and Business Media Deutschland GmbH, , dez. 2024. DOI: https://doi.org/10.1007/s10143-024-03102-8
MAGALHÃES, A. D. S. et al. Acidente vascular cerebral em adultos jovens: uma análise etiológica. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, p. 4064 4079, out. 2024. DOI: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n10p4064-4079
Brazilian Northeastern capital city and the burden of the COVID- Arquivos de neuro-psiquiatria, v. 83, p. 1 2, fev. 2025.
OLIVEIRA, G. G. DE; WATERS, C. Epidemiological profile of patients with stroke. Arquivos Médicos dos Hospitais e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, v. 66, p. 1, jun. 2021. DOI: https://doi.org/10.26432/1809-3019.2021.66.019
SAMPAIO, E. E. S. et al. Factors associated with early hospital arrival in patients with ischemic stroke. Ciencia y Enfermeria, v. 28, 2022.
SAMPAIO, R. P. et al. Decompressive Craniectomy in Patients with Malignant Stroke with Additional Vascular Territory. World Neurosurgery, v. 189, p. e948 e952, set. 2024. DOI: https://doi.org/10.1016/j.wneu.2024.07.052
SILVA, A. DAS M. et al. Fatores clínicos e sociodemográficos associados a recuperação da marcha de indivíduos após acidente vascular cerebral trombolisado na fase aguda. Acta Fisiátrica, v. 29, p. 112 117, jun. 2022. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2317-0190.v29i2a190587
SOARES, Adriana; SHITSUKA, Dorlivete Moreira; PARREIRA, Fábio José; SHITSUKA, Ricardo. Metodologia da pesquisa científica. 1. ed. Santa Maria: UFSM, Núcleo de Tecnologia Educacional, 2018. p. 119, 2018.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Ana Aurélia Tavares da Cruz, Francisca Renata Sales Bacurau

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Os autores detêm os direitos autorais sem restrições, devendo informar a publicação inicial nesta revista, em caso de nova publicação de algum trabalho.







