25 anos da lei de Planejamento Familiar: Quais razões ainda limitam o amplo acesso a suas atribuições na Atenção Primária à Saúde? /

Eclésio José Vascurado Chaves, Milena Nunes Alves de Sousa

Resumo


 Resumo: Analisar na literatura disponível, o desenrolar de 25 anos de implementação da   Política Nacional de Planejamento Familiar/Reprodutivo e suas consequências foi o objetivo do presente estudo. O que foi devidamente implementado, o que pode ser modificado, quais os desafios da política frente às novas construções relacionais do século 21. Métodos: Trata-se de uma Revisão Integrativa da Literatura, realizada durante os meses dezembro de 2020 e fevereiro de 2021, com análise de publicações indexadas em bases de dados, identificadas por meio de Descritores Controlados em Ciências da Saúde (DeCS), em língua portuguesa, artigos disponíveis gratuitamente sem limitação e publicados entre os anos de 2015 e 2020. Resultados: Os estudos foram divididos em 5 tópicos-tema, enumerados em acordo com sua abordagem inserida na temática analisada: Educação em Saúde, Estruturação do Planejamento Familiar, Métodos Contraceptivos, Paradigmas e Capacitação/Conhecimento da equipe sobre a temática. Conclusão: O Sistema Único de Saúde (SUS), mais uma vez destaca-se como dos principais agentes promotores em saúde pública do planeta. A política reprodutiva é acometida de diversas falhas, sobretudo no sentido de não promover Educação em Saúde em seu sentido mais amplo. É visualizado também a importância da Estratégia de Saúde da Família, como porta de entrada do usuário a política e a necessidade de melhoria das estratégias em vista de o empoderar em direção a um melhor aproveitamento de seus direitos sexuais e reprodutivos.


Palavras-chave


Atenção Primária; Saúde; Planejamento Familiar

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DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v15i55.3029

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