Metodologias Ativas no Contexto do Ensino Médico no Brasil / Active Methodologies in the Context of Medical Education in Brazil

Kévia Katiúcia Santos Bezerra, João Ananias Machado Filho, Lívia Maria Costa Azevedo, Eduardo Sérgio Soares Sousa, Anne Milane Formiga Bezerra, Eliane de Sousa Leite, Hermes Melo Teixeira Batista

Resumo


O crescente avanço do conhecimento científico e tecnológico vem transformado rapidamente o mundo, as formas como a aprendizagem é transmitida ao aluno vem se aperfeiçoando e diversas metodologias ativas de ensino foram acrescentadas ao arsenal do professor/tutor. Objetivo: averiguar e sintetizar o conhecimento das publicações científicas acerca do uso de metodologias ativas no curso de graduação de medicina no Brasil. Métodos: trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva, realizada por meio de revisão integrativa (RI), desenvolvida em etapas sequenciais. Resultados: a região sudeste (n=6; 55,6%) apresenta a maior concentração de produção sobre a temática, representada pelo estado de São Paulo (n=4; 36,3%). Prevaleceram os estudos de cunho quantitativo (n=4; 44,6%), publicados no ano de 2013 (n=4; 36,3%). A ideia abordada foi agrupada em três composições: produções que retratavam aspectos concernentes à implantação/promoção da metodologia ativa, enquanto estratégia de gerenciamento da educação em cursos ou disciplinas específicas da medicina; publicações sobre a perspectiva de comparação entre a metodologia ativa e outras formas de metodologia do ensino; e estudos focados na paridade entre a metodologia ativa e as demandas da nova grade curricular estabelecida pelo Ministério da Educação para os cursos de medicina no Brasil. Conclusão: o modelo construtivista tem ganhado espaço na contemporaneidade e as metodologias ativas da aprendizagem, embora se apresentem de forma pontual em algumas escolas, é tendência para as escolas médicas brasileiras, exigência do Ministério da Educação e Cultura para todas as instituições de ensino médico no país.

 



Palavras-chave


Aprendizagem baseada em problemas; Educação de graduação em medicina; Educação em saúde

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DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v14i51.2601

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