RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA COM PRÓTESE DE SILICONE APÓS MASTECTOMIA EM DECORRÊNCIA DE CÂNCER DE MAMA: REVISÃO SISTEMÁTICA

Bruna Raynara Novais Lima, Rivania Beatriz Novais Lima, Maria Josycley Novais Landim Soares

Resumo


Introdução: Segundo o Instituto Nacional de Câncer (2014), o câncer de mama é a segunda neoplasia mais comum no mundo e a mais frequente nas mulheres. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM, 2018 apud JOELI, 2018), devido ao diagnóstico tardio, 70% desses cânceres recebem a mastectomia como solução. Após esta, parte do tratamento é a reconstrução mamária que é importante para o bem-estar da paciente. Assim, é necessário conhecer a reconstrução com a aplicação de prótese de silicone que, embora tenha seus pontos negativos, como possível contratura capsular ou infecção, possui melhor resultado estético e menores números de complicações após o procedimento (CAMMAROTA et al., 2018). Objetivo: Revisar a eficácia da reconstrução mamária com prótese de silicone. Método: Realizou-se uma revisão sistemática a partir da seleção de artigos na base de dados BVS. Foram analisados 15 artigos e selecionados 6 entre os anos de 2007 e 2018. Resultados: Ao contrário da utilização de próteses de silicone, as técnicas com material autólogo são associadas a mais casos de complicações e morbidade porque abrangem uma área doadora de tecido e uma receptora (CHAWLA et al., 2002). Segundo um estudo baseado na base de dados Perspective da Carolina do Norte, as taxas de complicação intra-hospitalar com a reconstrução mamária imediata à mastectomia foram maiores nos casos que utilizaram retalho miocutâneo do que implante ou nenhuma reconstrução (15,2, 4,0 e 6,1%, respectivamente, P <0,0001) (HERSHMAN et al., 2012). A reconstrução imediata à mastectomia é muito escolhida porque tem melhores resultados estéticos, é segura (não tem efeito em incidência de câncer), econômica e rápida, além de melhorar o estado psicológico da paciente (CORDEIRO, 2008; MURPHY et al., 2003). Contraindicações para essa ação incluem doença avançada (grau 3 ou superior), comorbidades médicas e radioterapia (RT) pós-operatória (HU; ALDERMAN, 2007). Quando há revestimento cutâneo suficiente, a reconstrução pode ser imediata com implante de silicone, quando isso não é possível, primeiro utilizam um expansor tecidual para depois colocar um implante permanente (CORDEIRO, 2008). A incidência de complicações é maior em doentes submetidos a RT após mastectomia, a taxa de complicações na reconstrução com prótese associada à RT é perto dos 50%.(CHAWLA et al., 2002). Conclusão: A prótese de silicone é uma boa alternativa para melhorar a saúde feminina por apresentar eficácia estética e funcional.


Palavras-chave


Reconstrução Mamária; Câncer de Mama; Prótese de Silicone

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v13i46.1994

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