A Estratégia de Saúde da Família e o diálogo sobre a Intersetorialidade / The Family Health Strategy and the Intersetoriality Dialogue

Antonia Natâniele Gomes Feitosa Ventura, Rayane Moreira de Alencar, Isaac de Sousa Araújo, Woneska Rodrigues Pinheiro

Resumo


Este estudo objetivou verificar o diálogo entre os profissionais da Equipes de Saúde da Família sobre a intersetorialidade. Trata-se de um estudo transversal de cunho qualitativo. A amostra do estudo foi composta por 19 profissionais das ESFs. A coleta de dados foi realizada através de uma entrevista, utilizando roteiro pré-elaborado. Os dados foram transcritos na integra e analisados a partir da técnica de análise do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). Estabeleceu-se 3 categorias a partir dos dados obtidos de Ideias Centrais: Percepção dos profissionais da ESF sobre intersetorialidade; os caminhos da ESF para promoção do trabalho intersetorial; e desafios enfrentados pela ESF para desenvolver as ações intersetoriais. Conclui-se que as concepções dos profissionais da ESF sobre a intersetorialidade não se distanciam dos conceitos adotados pelos literatura vigente. Porém, o diálogo assumido pelos profissionais sobre intersetorialidade apresenta fragilidades em relação a efetiva legitimidade do termo na prática assistencial a saúde.


Palavras-chave


Estratégia de Saúde da Família; Intersetorialidade; Promoção da Saúde.

Texto completo:

PDF

Referências


AGUIAR, Z. N. SUS: Sistema Único de Saúde - antecedentes, percurso, perspectivas e desafios. 2. ed. São Paulo: Martinari, 2015.

ARAGÃO, J. Introdução aos estudos quantitativos utilizados em pesquisas científicas. Revista Práxis. n. 6, p. 59–62, ago. 2011. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2016.

BRASIL. Ministério da Saúde. Passo a passo PSE: Programa Saúde na Escola: tecendo caminhos da intersetorialidade. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica, Ministério da Educação. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.

_________. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2012.

CAVALCANTI, P. B. et al. A intersetorialidade enquanto estratégia profissional do serviço social na saúde. Barbaroi. Santa Cruz do Sul, v. 1, n. 39, p. 192-215, dez. 2013. Disponível em: < http://pepsic.bvsalud.org/pdf/barbaroi/n39/n39a09.pdf >. Acesso em: 05 mar. 2016.

FERREIRA, I. R. C. et al. Avaliação da intersetorialidade no Programa Saúde na Escola: utilização da metodologia de avaliação. Curitiba: Editora Champagnat, 2014a.

FERRO, L. F. et al. Interdisciplinaridade e intersetorialidade na Estratégia Saúde da Família e no Núcleo de Apoio à Saúde da Família: potencialidades e desafios. Mundo da Saúde. São Paulo , v. 38, n 2, p.129-138, 2014. Disponível em: . Acesso em: 07 out. 2016.

FIGUEIREDO, M. Z. A.; CHIARI, B. M.; GOULART, B. N. G. Discurso do Sujeito Coletivo: uma breve introdução à ferramenta de pesquisa qualiquantitativa. Distúrbios da Comunicação. São Paulo, v. 25, n. 1, p. 129-136, 2013. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2016.

GÓES, F. T.; MACHADO, L. R. S. Políticas educativas, intersetorialidade e desenvolvimento local. Educ. Real., [s.l.], v. 38, n. 2, p.627-648, jun. 2013. Disponível em: . Acesso em: 21 abr. 2016.

HEIDEMANN, I. T. S. B.; WOSNY, A. M.; BOEHS, A. E. Promoção da Saúde na Atenção Básica: estudo baseado no método de Paulo Freire. Ciência e Saúde Coletiva. v. 19, n. 8, p.3553-3559, ago. 2014. Disponível em: . Acesso em: 06 mar. 2016.

LEAL, B. M.; ANTONI, C. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): estruturação, interdisciplinaridade e intersetorialidade. Aletheia. Canoas, v. 1n. 40, p. 87-101, abr. 2013. Disponível em: . Acesso em: 06 mar. 2016.

LEFÈVRE, F.; LEFÈVRE, A. M. C.; MARQUES, M. C. C. Discurso do sujeito coletivo, complexidade e auto-organização. Ciência e Saúde Coletiva. Rio de Janeiro, v. 14, n. 4, p. 1193-1204, 2009. Disponível em: . Acesso em: 20 mar. 2016.

MAGNAGO, C.; PIERANTONI, C. R. Dificuldades e estratégias de enfrentamento referentes à gestão do trabalho na Estratégia Saúde da Família, na perspectiva dos gestores locais: a experiência dos municípios do Rio de Janeiro (RJ) e Duque de Caxias (RJ). Saúde Debate. Rio de Janeiro, v. 39, n. 104, p. 9-17, JAN-MAR, 2015. Disponível em: . Acesso em: 09 out. 2016.

MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 10. ed. São Paulo: Hucitec, 2007. p.192

MORETTI, A. C. et al. Intersetorialidade nas ações de promoção de saúde realizadas pelas equipes de saúde bucal de Curitiba (PR). Ciênc. Saúde Coletiva, [s.l.], v. 15, p.1827-1834, jun. 2010. Disponível em: . Acesso em: 22 abr. 2016.

MOYSÉS, S. T.; SÁ, R. F. Planos locais de promoção da saúde: intersetorialidade(s) construída(s) no território. Ciência e Saúde Coletiva. v. 19, n. 11, p. 4323-4330, nov. 2014. Disponível em: . Acesso em: 06 mar. 2016.

MOYSES S. J; MOYSES S.T.; KREMPEL M, C. Avaliando o processo de construção de políticas públicas de promoção de saúde: a experiência de Curitiba. Ciênc Saúde Coletiva. 9(3):627-41, 2004.

ORNELAS, A. L.; TEIXEIRA, M. G. C. Intersetorialidade ou diálogos setoriais? Reflexões a partir da experiência do Projeto Teias-Escola Manguinhos, Rio de Janeiro. Saúde Debate. v. 39, n. 106, p. 659-670, set. 2015. Disponível em: . Acesso em: 05 mar. 2016.

PAPOULA, S. R. O processo de trabalho intersetorial das Equipes de Saúde da Família no município de Petrópolis-RJ: fatores restritivos e facilitadores. 2006. 186f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Rio de Janeiro, 2006.

PINTO, B. K.; SOARES, D. C.; CECAGNO, D.I; MUNIZ, R. M. Promoção da saúde e intersetorialidade: um processo em construção. Rev. Min. Enferm.;16(4): 487-493, 2012. Disponível em: http://www.reme.org.br/artigo/detalhes/552. Acesso em: 06 de agosto de 2019.

REZENDE, M.; BAPTISTA, T. W. F.; AMÂNCIO FILHO, A. O legado da construção do sistema de proteção social brasileiro para a intersetorialidade. Trabalho, Educação e Saúde. v. 13, n. 2, p. 301-322, ago. 2015. Disponível em: . Acesso em: 06 mar. 2016.

RICHARDSON, R. J. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2014.

ROECKET, S.; BUDÓ, M. L. D.; MARCON, S. S. Trabalho educativo do enfermeiro na Estratégia Saúde da Família: dificuldades e perspectivas de mudanças. Rev Esc Enferm USP. v. 46, n. 3, p. 641-649, 2012. Disponível em: . Acesso em: 09 out. 2016.

SCHUTZ, F.; MIOTO, R. C. T. Intersetorialidade e política social: subsídios para o debate. Sociedade em Debate, Pelotas, v. 16, n. 1, p. 59-75, jan - jun, 2010. Disponível em: . Acesso em: 23 abr. 2016.

SILVA, K. L.; RODRIGUES, A. T. Ações intersetoriais para promoção da saúde na Estratégia Saúde da Família: experiências, desafios e possibilidades. Revista Brasileira de Enfermagem. v. 63, n. 5, p. 762-769, out., 2010. Disponível em: . Acesso em: 05 mar. 2016.




DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v13i47.1957

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2021 Antonia Natâniele Gomes Feitosa Ventura, Rayane Moreira de Alencar, Isaac de Sousa Araújo, Woneska Rodrigues Pinheiro

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

A ID on line. Revista de psicologia (ISSN: 1981-1179) é indexada nas seguintes bases de dados: