Interseccionalidades em Saúde: Predomínio de Sífilis Gestacional em Mulheres Negras e Pardas no Brasil /

Tatiane Ribeiro de Morais, Pedro Walisson Gomes Feitosa, Italo Constâncio de Oliveira, Milena Maria Felipe Girão, Wendell da Silva Sales, Eulina Alves Sousa Brito, Liliana Linhares Ribeiro Brito Coutinho, Sally de França Lacerda Pinheiro, Wládia Gislaynne de Sousa Tavares

Resumo


A Sífilis Gestacional é responsável por altos índices de morbimortalidade intrauterina, representando um grave problema de saúde pública no grupo materno-infantil. O objetivo desse estudo foi retratar o cenário epidemiológico de sífilis gestacional no Brasil consoantes as variáveis de raça, escolaridade e idade, segundo dados do Boletim epidemiológico publicado pelo Ministério da saúde do Brasil, referentes ao ano de 2017. Para análise comparativa, foram utilizados também dados de 2009 e 2013 publicados na mesma edição. Neste trabalho observou‑se predomínio de mulheres com escolaridade inferior a 8 anos; de maioria parda, com idade de 20 a 29 anos. Os dados do presente estudo corroboram com a tese de que a sífilis, assim como outras DSTs, apresentam supremacia em grupos de riscos específicos, sugerindo a necessidade de implementação de políticas públicas preventivas e assistenciais valorizando a democratização e a equidade no cuidado em saúde.

 



Palavras-chave


Sífilis gestacional; Saúde pública; Epidemiologia

Texto completo:

PDF

Referências


ALMEIDA et. al.. Sífilis em gestantes atendidas em uma unidade de saúde pública de Anápolis, Goiás, Brasil. RBCA 2009; 41(3): 1814.

ARAÚJO, Cinthia Lociks de et al. Incidência da sífilis congênita no Brasil e sua relação com a Estratégia Saúde da Família. Revista Saúde Pública, Brasília, v. 01, n. 01, p.479-486, jan. 2012.

BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim epidemiológico sífilis. Secretária de Vigilância em Saúde. Brasil, p. 5-8, 2017.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Perspectiva da equidade no Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal: atenção à saúde das mulheres negras. Brasília, DF, 2005. Disponível em: .

BRASIL. Ministério da Saúde. Sífilis estratégias para diagnóstico no Brasil. Secretaria de Vigilância em Saúde. Brasil, p. 19-20, 2010.

COELHO, Edméia de Almeida Cardoso et al. Integralidade do cuidado à saúde da mulher: limites da prática profissional. Escola Anna Nery, [s.l.], v. 13, n. 1, p.154-160, mar. 2009. GN1 Genesis Network. http://dx.doi.org/10.1590/s1414-81452009000100021.

COSTA, MC et al. Doenças sexualmente transmissíveis na gestação: uma síntese de particularidades. An. bras. dermatol, v. 85, n. 6, p. 776-778, 2010.

DAMASCENO, A. et al. Sífilis na gravidez. Revista Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), v. 13, n. 3, 2014.

DE LA CALLEN et al. Syphilis and pregnancy: Study of 94 cases. Med Clin 2013; 141(4): 141 4.

GUINSBURG e SANTOS. Critérios diagnósticos e tratamento da sífilis congênita. São Paulo: Departamento de Neonatologia, Sociedade Brasileira de Pediatria; 2010. (Documento Científico).

MAGALHÃES, Daniela Mendes dos Santos et al. A sífilis na gestação e sua influência na morbimortalidade materno-infantil: Siphylis in pregnancy and their influence on fetal and maternal morbidity. Com. Ciências Saúde, Brasilia, p.46-46, 2011.

PADOVANI, Camila; OLIVEIRA, Rosana Rosseto de; PELLOSO, Sandra Marisa. Sífilis na gestação: associação das características maternas e perinatais em região do sul do Brasil. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 26, e3019, 2018.

PIRES, ANA CÉLIA SCARI et al. Ocorrência de Sífilis Congênita e os principais fatores relacionados aos índices de transmissão da doença no Brasil da Atualidade - Revisão De Literatura. Revista Uningá Review, [S.l.], v. 19, n. 1, jan. 2018. ISSN 2178-2571. Disponível em: . Acesso em: 21 jan. 2019.

PIRES, Osmarina N et al. Vigilância epidemiológica da sífilis na gravidez no centro de saúde do bairro uruará-área verde. DST – J bras Doenças Sex Transm, Santarém, p.162-165, 2007

RIGOTTO, Raquel Maria; AGUIAR, Ada Cristina Pontes. Por que morreu VMS? Sentinelas do des-envolvimento sob o enfoque socioambiental crítico da determinação social da saúde. Saúde em Debate, [s.l.], v. 41, n. 112, p.92-109, mar. 2017. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/0103-1104201711208.

RODRIGUES e GUIMARÃES. Grupo Nacional de Estudo sobre Sífilis Congênita. Positividade para sífilis em puérperas: ainda um desafio para o Brasil. Rev Panam Salud Publica 2004; 16(3): 168 75.

SÁ RAM. Sífilis e gravidez: avaliação da prevalência e fatores de risco nas gestantes atendidas na maternidade escola-UFRJ. DST – J bras Doenças Sex Transm, 13(4): 6-8, 2001.

SANS e GUINSBURG. Prevalência de soropositividade para sífilis e HIV em gestantes de um Hospital Referência Materno Infantil do Estado do Pará. Rev Para Med 2008; 22(3): 1 11.

SARACENI, V. A sífilis, a gravidez e a sífilis congênita. Texto extraído da Tese de doutorado intitulada Avaliação da efetividade das campanhas para eliminação da sífilis congênita, Município do Rio de Janeiro, 1999 e 2000 apresentada ao programa de pós-graduação da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, 2005. Modificado pela autora.




DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v13i45.1772

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A Id on Line (ISSN: 1981-1179) é indexada nas seguintes bases de dados: