Trabalhando os conceitos de cuidado e cura com metodologia vivencial

Francinete Alves de Oliveira Giffoni, Gislene Farias de Oliveira, Cibele Peixoto Leite, Lívia Maria Sampaio Pinheiro

Resumo


O desenvolvimento de habilidades inter-pessoais constitui um dos pressupostos que fundamentam a proposta do novo currículo da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. O presente trabalho aborda a aplicação de metodologia vivencial na área do ensino médico, no desenvolvimento de habilidades como a empatia e o diálogo entre estudantes de medicina. O estudo foi conduzido a partir do material coletado numa atividade vivencial proposta para os alunos da disciplina de Saúde Comunitária do 4ª semestre do curso de Medicina da Faculdade de Medicina do Cariri. Nessa experiência, foram trabalhados os conceitos de cuidado e cura através de técnicas de relaxamento e visualização criativa. Os alunos foram estimulados, em ambiente preparado, a entrarem em contato com experiências pessoais, relacionadas ao ato de cuidar, expressando através de desenhos os sentimentos e impressões despertados na vivência. Nessa atividade, os alunos puderam compartilhar a experiência com os colegas, expressando seus sentimentos e emoções. Os resultados apareceram de forma bifurcada, evocando tanto sentimentos positivos como humanização, segurança e releitura de alguns de seus valores, onde a vivência foi percebida como uma contribuição para a sua formação como profissional de saúde, como sentimentos negativos, experienciados na forma de impotência, abandono e incerteza. Neste caso, pôde-se perceber que a vivência despertou nos estudantes a empatia com o sofrimento daqueles que padecem com algum tipo de doença. Concluímos pois que, a metodologia vivencial se mostrou útil no desenvolvimento pessoal dos alunos, por proporcionar uma maior conscientização da importância da relação médico-paciente.


Palavras-chave


Metodologia; Vivência; Cuidado e cura

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DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v2i5.151

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