Prevalência da Adesão Terapêutica em Pacientes Hipertensos sob Tratamento Medicamentoso em um Município do Sudoeste Baiano

Eudes Lima da Silva, Nadielle Silva Bidu, Rafael Luiz de Araújo Rodrigues, Rodrigo Santos Damascena

Resumo


A hipertensão arterial é umas das doenças crônicas mais frequentes da atualidade e um importante fator de risco para o desencadeamento de patologias e complicações mais graves como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Para evitar esses agravos, a adesão ao tratamento medicamentoso e não medicamentoso é imprescindível. Assim, este estudo buscou identificar a adesão terapêutica medicamentosa em pacientes hipertensos na Unidade Básica de Saúde, bem como os fatores diretamente relacionados ao paciente que influencia a sua não adesão. Foi realizada uma pesquisa de caráter transversal com aplicação de questionário em 150 pacientes hipertensos usuário de Unidade de Saúde da Família. A maioria dos participantes era do sexo feminino (40,7%), pardos (50,6%), com ensino fundamental incompleto (48,0%) e recebiam até um salário mínimo (48,0%). 76,7% afirmaram não ter dificuldade de acesso à unidade de saúde e 59,3% que há dificuldade de acesso ao medicamento. Dos pacientes estudados, 72,7% assumem fazer uso de outros medicamentos sem conhecimento médico e 70,0% não receberam nenhuma recomendação especial sobre o tratamento de hipertensão. Observou-se que há uma baixa adesão ao tratamento medicamentoso tanto por conta da dificuldade de acesso ao tratamento quanto pela falta de entendimento sobre a própria saúde e patologia.

 

 


Palavras-chave


Hipertensão arterial sistêmica; Tratamento; Adesão medicamentosa; Pacientes hipertensos

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DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v12i42.1484

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