A utilização de testes psicológicos para avaliação de agravos no desenvolvimento neuropsicomotor

Maria Valéria Leimig Telles, Hellen L. Caldas Lins, Ana Pereira de Araújo

Resumo


A asfixia perinatal é um dos mais sérios agravos que acometem o recém-nascido. Segundo a literatura especializada, sua incidência é variável, situando-se em torno de 1 a 15%, sendo responsável por até 50% da mortalidade fetal e por até 20% da mortalidade perinatal. O tratamento do recém-nascido asfixiado requer uma atenção muito especial, porém a melhor forma terapêutica ainda é a prevenção. Para isso faz-se necessário estudos sobre a avaliação desta população, no sentido de conhecer quais os fatores que são preditores de um melhor desenvolvimento neuropsicomotor em crianças com diagnóstico de asfixia perinatal. A avaliação neurológica não se limita a aplicação de testes psicométricos e neuropsicomotores, mas objetiva, também, avaliar a relação destes achados com a patologia neurológica e/ou comportamental e, em estabelecer a possível área cerebral envolvida. Adicionalmente, a interpretação cuidadosa destes resultados deve ser associada à análise da situação atual do sujeito e do contexto onde vive. O resultado final deve fornecer um perfil neuropsicológico do paciente que, combinado à avaliação dos aspectos neurológicos/clínicos, psicomotores e sociais, permitirá auxiliar no seu tratamento e/ou orientar sobre o melhor aproveitamento de suas potencialidades.


Palavras-chave


Testes psicológicos, Avaliação neuropsicomotora, Desenvolvimento infantil.

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DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v2i6.143

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