Correlação entre Leishmaniose Visceral e Indicadores Socioeconômicos

Willian de Souza Araújo, Maria Stella Batista de Freitas Neta, Victor Jaques Cruz Leite Teixeira, João Antônio e Silva Neto, Marcelo Alves Monteiro, Jamys Willian Lopes Alves, Estelita Lima Cândido, Paulo Renato Alves Firmino

Resumo


O objetivo do estudo foi descrever a distribuição espacial e evolução da leishmaniose visceral (LV) no período de 1986 a 2017 e sua correlação com indicadores socioeconômicos no estado do Ceará, com base nos boletins emitidos pela Secretaria Estadual de Saúde do Ceará e documentos do Ministério da Saúde e Atlas Brasil. Os dados foram analisados através do programa Bioestat 5.0. Constatou-se que a LV encontra-se distribuída em 95% do território cearense, com taxa de incidência de 1,9 a 9,1/100.000 hab e letalidade média de 5,7%.  Testes de correlação de Pearson indicam correlação positiva da incidência de LV com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) municipal e Renda percapita (p<0,0001; r = 0,44 e 0,63, respectivamente). Conclui-se que a LV no Ceará é uma endemia grave e não controlada. Os dados revelaram que quanto maior a renda e o IDH do município, maior a taxa de incidência de LV.

Palavras-chave


Leishmaniose visceral, Lutzomyia longipalpis, epidemiologia

Texto completo:

PDF

Referências


BALDINI, C.L.R.; CHAGAS, M.O.; CHAGAS, V.O.; FERREIRA, F.A.S.R.; VALE, M.A.A.B.; PFRIMER, I.A.H. Classificação das áreas com risco de transmissibilidade de leishmaniose visceral no estado de goiás, no período de 2008 a 2010. Portal de Revistas Científicas da PUC Goiás, 2012. Disponível em: http://seer.pucgoias.edu.br/files/journals/3/articles/2103/submission/review/2103-6309-1-RV.docx> acesso 28 jun. 18.

BORGES, B. K. A.; SILVA, J. A.; HADDAD, J. P. A.; MOREIRA, E. C.; MAGALHÃES, D. F.; RIBEIRO, L. M. L.; FIÚZA, V. O. P. Presença de animais associada ao risco de transmissão da leishmaniose visceral em humanos em Belo Horizonte, Minas Gerais. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v. 61, n. 5, p. 1035-1043, 2009.

BRASIL. Ministério da Saúde. Descrição da doença. Disponível em: acesso em 28 jun. 2018.

CARVALHO, Eduardo S. Leishmaniose visceral (Calazar). Jornal de Pediatria, 2001. Disponível em: acesso em 28 jun. 2018.

CEARÁ. Secretaria da Saúde. Boletim Epidemiológico: Leishmaniose Visceral. Disponível em: acesso em 12 de junho de 2018. p. 1 e 3.

CENTRO DE PESQUISA RENÉ RACHOU – FIOCRUZ MINAS. Belo Horizonte. Disponível em: acesso em 25 de junho de 2018.

MARCONDES, M., & ROSSI, C. N. (2013). Leishmaniose visceral no Brasil. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 50(5), 341-352.

RODRIGUES, A. C.; DOS SANTOS, A. B.; FEITOSA, L. F.; SANTANA, C. S.; NASCIMENTO, E. G.; MOREIRA JR., E. D. Criação peridomiciliar de galináceos aumenta o risco de leishmaniose visceral humana. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, v. 32, p. 12-13, 1999.

ROSA, Dian C. P.; COTA, Gláucia F.; SILVA, André L. F. Azeredo da; OLIVEIRA, Diana S.; TEIXEIRA, Eliane M.; WERNECK, Guilherme L.; RABELLO, Ana e ASSIS, Tália Machado de. Custos diretos de esquemas terapêuticos para leishmaniose visceral humana no Brasil. Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 2016. Disponível em: acesso em 25 jun. 2018.

WERNECK, Guilherme L. Expansão geográfica da leishmaniose visceral no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, vol.26 no.4, Rio de Janeiro, abril 2010. P. 644.

WORLD HEALTH ORGANIZATION – WHO (OMS). Leishmaniasis. Special conditions, 2018. Disponível em: acesso 28 jun. 2018.




DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v12i41.1254

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


A Id on Line (ISSN: 1981-1179) é indexada nas seguintes bases de dados: