ACADÊMICOS DE MEDICINA FRENTE A UMA INSTITUIÇÃO DE APOIO À CRIANÇA COM CÂNCER PEDIÁTRICO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Suzyanne Suzyanne Pereira Taveira Suzyanne Pereira Taveira, arissa Raquel Siqueira Pinto, Cícera Lívia Vieira Martins, Denise Teixeira Lima, Bruna Raquel Gomes de Oliveira, Elisangela Vilar de Assis

Resumo


Introdução: O câncer pediátrico insere-se nas patologias neoplásicas que acometem a faixa etária entre zero e 19 anos. A abordagem das neoplasias na infância e na adolescência tem como enfoque o diagnóstico precoce e o acompanhamento multidisciplinar. Nesse contexto, notou-se a importância dos primeiros contatos dos acadêmicos de medicina com instituições dirigidas a esse público. Objetivo: Discorrer acerca da experiência de discentes de Medicina com pacientes oncológicos pediátricos em uma Organização Não Governamental (ONG). Método: O relato de experiência consistiu na realização de duas visitas ao Instituto de Apoio a Criança com Câncer (IACC), localizado no município de Barbalha-CE. O embasamento teórico foi feito por meio de uma pesquisa na base de dados Scielo, utilizando os descritores: “Oncologia” e “Pediatria”; “Experiência” e “Oncologia”, ambos com a expressão booleana AND. Resultados: Durante a visita, observaram-se aspectos fundamentais no funcionamento da ONG, atualmente acolhendo 56 crianças da macrorregião de saúde do Cariri, tais como infraestrutura, corpo de colaboradores e projetos de apoio psicossocial à criança com câncer e seus responsáveis. Notaram-se deficiências em relação ao sistema de busca ativa dos pacientes, pois não há um treinamento efetivo dos profissionais de saúde com enfoque no diagnóstico precoce e há falha de interligação entre os setores que compõem o serviço de saúde e o IACC. Contudo, o vínculo criado e a preocupação em melhorar o serviço por parte dos profissionais do instituto são essenciais para o bem-estar dos pacientes e de seus familiares. Analisar o paradoxo vivido pela criança no contexto da infância e do estar doente colabora para a formação médica futura, uma vez que a falta de preparo ao lidar com essa situação de possibilidade de perda é um fator limitante para a atuação profissional. Conclusão: As visitas acrescentam à formação profissional um exercer futuro mais humanístico, fortalecendo a relação médico-paciente. Por meio de projetos extracurriculares, voluntariado e uma imersão no cotidiano dessas ONGs por parte dos estudantes, é possível uma melhoria não somente para os usuários dessas, mas para a sociedade como um todo. Logo, debruçar-se sobre isso durante o período universitário é crucial.

 


Palavras-chave


Experiência. Oncologia. Pediatria

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DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v12i40.1102

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