SÍNDROME DA RESIGNAÇÃO NO PROCESSO DE MORTE E MORRER: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA COM METANÁLISE

Joselito Batista Dias, Modesto Leite Rolim Neto

Resumo


Introdução: Situações traumáticas envolvidas em crianças e adolescentes refugiados têm ganhado repercussão crescente no cenário mundial nos espaços da Síndrome da Resignação. Pesquisas demonstram sua inserção  infanto-juvenil, a partir do distanciamento forçado dos pais, particularmente interligado a priori a um episódio de depressão como primeira manifestação, dificultando, dessa forma o seu correto diagnóstico. Neste enquadre situacional, o debate circunda as situações envolvidas às perdas e os traumas perpassados na e pela situação de abandono. Objetivo: Evidenciar através de uma revisão sistemática com metanálise os principais fatores de risco para o desenvolvimento da síndrome de resignação em crianças e adolescentes refugiados, mapeando situações de dor e sofrimento psíquico circundado à(s) perda(s) e abandono. Método: Trata-se de um método de síntese de evidências, através de uma revisão sistemática com metanálise em que foi utilizado o protocolo PRISMA (http://www.prisma-statement.org/). Incluem-se, neste estudo, dados secundários extraídos da Organização Mundial de Saúde - OMS, Alto Comissariado para Refugiados no Mundo -ACNUR. A busca por dados originais foram filtrados através do mapeamento de evidências oriundas das bases de dados eletrônicas: MEDLINE/PubMED, LILACS, SciELO e ScienceDirect no período de 2008 a 2018. Resultados: Foram encontrados nas bases de dados 58 registros dos quais foram selecionados 26 para compor a elegibilidade da revisão. Obteve-se como resultado um risco conjunto entre os estudos de 2.94 IC [2.29 – 3.78]. Uma significativa correlação foi verificada entre os fatores de risco e o desenvolvimento da ideia de morte, tendo como resultado r (Pearson) 0,7103 e p-valor <0,001. Conclusão: A pesquisa evidenciou que a população infanto-juvenil vivendo em situação de refúgio apresenta maior vulnerabilidade a ideação de morte e a inserção da síndrome de resignação, dependendo da associação entre perda(s) versus abandono em asilos. Tais resultados fortalecem a necessidade de uma política pública mais efetiva voltada a esta população, no intuito de prevenir novos casos e reduzir danos.

 

 


Palavras-chave


Síndrome da Resignação, Crianças, Adolescentes, Refúgio, Morte

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DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v12i40.1083

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