TABAGISMO E CÂNCER: PREVENIR RISCOS OU TRATAR SEQUELAS?

Ana Laís Lacerda Rulim, Marco Antônio Bezerra Rulim, Gabriel Pinheiro Machado, Ana Beatriz de Melo Alves, Albérico Macedo Bertinode Sá Rodrigues, Camila Nayele Viana de Oliveira

Resumo


Introdução: é de conhecimento quase global que o tabagismo traz ônus à saúde dos seus usuários, constituindo-se como fator de risco para inúmeras doenças, dentre elas o carcinoma espinocelular (CEC), que representa 90-95% dos casos de câncer na cavidade oral¹. Objetivo: o objetivo deste artigo foi descrever o caso clínico de uma paciente idosa, tabagista de longa data, com CEC de área retromolar e história familiar positiva para a mesma neoplasia em irmã, promovendo com isso uma reflexão sobre a necessidade de prevenção contra o tabagismo. Relato de caso: paciente do sexo feminino, 64 anos, tabagista por 50 anos, procedente de Juazeiro do Norte – Ce, com história de massa cervical direita e presença de lesão em mucosa retromolar ipsilateral. Procedeu-se a investigação com realização de ultrassonografia cervical que evidenciou presença de nódulo hipoecoico medindo 3.7x2.3cm de localização periparotídea, confirmado por posterior tomografia computadorizada de pescoço. Seguiu-se a investigação com biópsia de lesão em mucosa retromolar direita, que concluiu tratar-se da presença de um carcinoma epidermóide espinocelular moderadamente diferenciado de grandes células, não ceratinizante e invasor. A paciente já apresentava história familiar positiva para a mesma neoplasia, em irmã. A conduta tomada foi a de excisar cirurgicamente a tumoração mediante pelveglossomandibulectomia à direita ampliada a faringe+ esvaziamento cervical radical ampliado à direita + reconstrução com retalho de peitoral maior. A paciente evoluiu bem, estável, sem quaisquer intercorrências no pós operatório. Conclusão: o caso em questão fornece uma reflexão sobre a importância da profilaxia primária de doenças que têm como fator de risco o tabagismo. Nas entrelinhas de uma história clínica de uma paciente com CEC de cavidade oral, exposta por longos períodos ao tabaco, torna-se notável o potencial que uma intervenção precoce contra o tabagismo teria de prevenir danos, e, no caso em questão, prevenir duplamente, pois tanto a paciente supracitada como a irmã foram acometidas pelo mesmo tipo de câncer. A partir desta análise, portanto, pode-se perfeitamente afirmar ue a frase “prevenir é melhor do que remediar” torna-se não só um dito popular, mas um axioma para o exercício responsável da medicina.

 


Palavras-chave


Carcinoma epidermóide; neoplasia bucal; tabagismo; prevenção.

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DOI: https://doi.org/10.14295/idonline.v12i40.1059

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