REAÇÕES ALÉRGICAS ASSOCIADAS A QUIMIOTERÁPICOS E IMPLICAÇÕES NOS CUIDADOS NECESSÁRIOS A PACIENTES ONCOLÓGICOS IMUNODEPRIMIDOS: NOTAS INTRODUTÓRIAS

Autores

  • Helen Fernanda de Oliveira Sousa Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte http://orcid.org/0000-0001-5373-2326
  • Paula Gabriella de Sousa Araújo Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte
  • Djailson Ricardo Malheiro Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte

DOI:

https://doi.org/10.14295/idonline.v13i46.1996

Palavras-chave:

Quimioterapia. Reações alérgicas. Imunodeprimidos

Resumo

Introdução: Apesar dos imensos avanços na evolução do tratamento do câncer a fim de reduzir os efeitos colaterais e toxicológicos das drogas antineoplásicas, o tratamento quimioterápico afeta de forma sistêmica todas as células do corpo humano apresentando baixa especificidade na destruição apenas de células neoplásicas o que pode desencadear uma série de reações alérgicas, as quais, podem ser graves e fatais para os pacientes oncológicos, dentre eles aqueles que se encontram imunodeprimidos devido ao uso de quimioterápicos. Objetivo: tem-se por objetivo enfatizar o conhecimento acerca de que muitos quimioterápicos apresentam caráter alergênicos e que o cuidado tanto durante a aplicação da medicação quanto ao longo de todo o tratamento é imprescindível, principalmente em pacientes imunocomprometidos. Método: A partir de uma revisão de literatura foram analisados artigos científicos em bases de dados como PUBMED, Scielo e google acadêmico utilizando como descritor, principalmente, quimioterapia associada a processos alérgicos, imunossupressão oncológica e efeitos colaterais dos corticoides. Resultados: todas as drogas quimioterápicas assim como qualquer outra medicação podem desencadear reações alérgicas, entretanto algumas drogas apresentam-se mais propensas a desencadear tais reações como sais de platina, taxanos e procarbazina, por exemplo (SILVA, 2015). A maioria das reações de hipersensibilidade apresentam-se clinicamente como urticária, prurido, angioedema, rash cutâneo, broncoespasmo e anafilaxia (SILVA, 2015). Nessa perspectiva, tais reações devem ser combatidas a fim de evita-se o agravamento clinico do paciente. Conclusão: Considera-se importante que os profissionais da saúde devem ter o conhecimento prévio sobre as drogas especificas que apresentam alto risco reacional alérgico, no intuito, de prevenir reações de hipersensibilidade nos pacientes. Sendo assim, o uso de anti-histamínicos e glicocorticoides infundidos antes ou associados a quimioterápicos devem ser empregados como uma alternativa viável, além de tomadas de decisões importantes sobre se aquele quimioterápico deve ser substituído ou descontinuado em prol do bem-estar do paciente, verificando-se o custo-benefício pautado na doença.  Além disso, é necessário cautela ao receitar corticoides a longo prazo ou de forma indiscriminada a pacientes oncológicos principalmente os imunodeprimidos em casos de reações alérgicas, já que tais drogas podem baixar mais ainda a imunidade do paciente. 


 

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Biografia do Autor

Helen Fernanda de Oliveira Sousa, Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte

1Acadêmica no curso de medicina Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte.

Paula Gabriella de Sousa Araújo, Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte

1Acadêmica no curso de medicina Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte.

Djailson Ricardo Malheiro, Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte

2 Prof. Me. da Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte.


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Publicado

2019-09-08